quinta-feira, 11 de março de 2010

Hoje vi a luz

Depois de meses mergulhada na mais obscura escuridão, trabalhando incessantemente num modelo de elevada complexidade que me foi atirado para a mão estilo "toma lá e desenmerda-te", eis que hoje, depois de uma jornada solitária e cansativa, vi finalmente a luz.


(Quer dizer, ainda não é garantido. Tenho de comprovar a minha teoria. Mas estou com fé!)

terça-feira, 9 de março de 2010

Alma de pássaro

Se me agarras e prendes entre as tuas mãos, o mais provável é que eu te fuja na primeira oportunidade. Para não voltar.
Mas se as abrires e as deixares assim, abertas, eu levanto voo, mas nunca vou para muito longe. Porque cedo percebo que é aninhada entre as tuas mãos que quero estar.
Consultando o Extreme Tracking, acabo de verificar que hoje tive um visitante da Rússia, mais concretamente, de Moscovo, que não conforme com a ideia de visitar o meu blog uma vez, apareceu por aqui para uma segunda visita.


Deve ser o Carlos Fino.
Só pode.

segunda-feira, 8 de março de 2010

E para que conste...

Sou mulher.
Gosto de ser mulher.
Se pudesse escolher, seria mulher.
Sobretudo porque, sendo mulher, tenho a certeza que não terei de aguentar mais nenhuma na minha casa.
As mulheres, são, como escreve a Pólo Norte, "uns coiros". E na minha casa, o único "coiro" sou eu!

Sobre o Dia da Mulher

Bom, que mais se pode dizer que ainda não tenha sido dito sobre este dia? Muito pouco...
Aproveito apenas para lembrar uma das minhas (brilhantes!) tiradas, que remonta ainda aos meus tempos de vida em Madrid, quando em conversa com a Margarida, esta me comentava qualquer coisa relativa à representatividade das mulheres no quadro político espanhol e eu, reflectindo, apenas lhe disse:
"Só haverá igualdade entre homens e mulheres quando mulheres incompetentes chegarem a lugares tão cimeiros como aqueles em que estão certos homens."
Hoje, passados quase cinco anos, mantenho o que disse.

Como chamar "estúpido" a alguém de forma elegante

"Bom, se calhar o melhor é que eu particularize, para não correr o risco de que se fique somente pelo conceito."

Esta tirada foi minha e equivale assim, mais ou menos, ao já conhecido:
"Está bom assim ou precisas que te faça um desenho?"

sábado, 6 de março de 2010

E por falar naquele anúncio muito mau...

Seguindo as pisadas da Maggie decidi também eu roubar uma ideia ao meu gajo e como tal, pois aqui está:

André: desculpa, mas não resisti mesmo. Está MUITO BOM!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Chegando à fábrica, depois da hora de almoço...

Chovia que se fartava.
Vinha eu com a minha companhia de almoço e tinhamos de andar uns bons 500 metros até chegar à fábrica. Diz-me tal pessoa:
- Olha lá, o melhor é pedirmos para nos virem buscar de carro, não?
Ao que riposto:
- Tu deves ser como o sódio, não? Reages com a água!
Ao que constata:
- Não, pah. Mas também não tenho uma horta às costas!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Insólitos de mais um dia de trabalho

O dia de hoje foi tão cansativo, tão cansativo... Acordei logo cansada, porque durante a noite sonhei com caldeiras e turbinas. E caudais e pressões e temperaturas... Enfim, vida de engenheiro químico é dura. Foi daqueles dias em que poderia ter saído do trabalho completamente sem forças, a arrastar-me até ao portão. Mas não, porque o destino encarregou-se de me por um sorriso nos lábios.
Só duas notas, em relação ao dia de hoje:
Primeira: mas quem é que se equipa e desequipa* com a porta aberta do gabinete? Vou eu feita lampeira, com mais umas folhas cheias de números na mão, quando chego à porta do gabinete de um colega meu e só deparo com tal pessoa assim a modos que em trajes menores. Ups! Fugi logo! Que vergonha! Mas agora vendo bem as coisas... Será que a culpa foi mesmo minha?! Bolas, sou apanhada em cenas destas e nem sei como.
Mas pronto, lá se passou.
Segunda: por volta das 9h da noite, lá achei que o que não tinha feito poderia ser deixado para amanhã. E lá vou eu, rumo à saída. No Complexo, há sempre muito barulho. E era já tarde. Apeteceu-me abrir a goela e começar a cantar uma música em espanhol, inventada por mim - cuja letra, também da minha autoria, era um resumo das principais ideias e aspirações que tenho. E lá ía eu, cantando à desgarrada, fazendo tanto barulho quanto podia, convencida que de facto ninguém me ouvia. (Viva a maquinaria ruidosa!). Eis senão quando, chegada ao portão, olho para trás e apercebo-me que fui seguida bem de perto por um trabalhador de outra fábrica, durante pelo menos 80% do percurso... Ups!, mais uma vez...
Enfim: todos os dias a inalar vapores, só pode dar mau resultado!

* Mudança de roupa para equipamento de protecção individual

domingo, 28 de fevereiro de 2010

É só impressão minha ou este anúncio é mesmo muito mau?


Bom, fica no ouvido, embora não seja pelos melhores motivos...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Era uma linda esferográfica azul

Imagine-se o seguinte cenário: reunião importante com oito pessoas em torno de uma mesa oval. Trocam-se ideias, pensa-se alto, analisam-se números. De repente, é preciso fazer uma conta. Prontifico-me de imediato: retiro a tampa da esferográfica, aponto valores no caderno, enquanto utilizo o Excel. Tapo a esferográfica, pouso-a e ela rola até ao centro da mesa.
As contas que faço, têm resultados que dão que pensar. De repente, outra pessoa que se encontra do outro lado da mesa pega distraidamente na minha esferográfica, retira-lhe a tampa e regista mais alguns dados no caderno. Damos-lhe atenção, enquanto o faz.
Comentam-se os valores. A pessoa continua com a minha esferográfica na mão. Bate com a minha esferográfica na folha de papel. Fala. Ajeita o cabelo com a minha esferográfica. Acaba. Pousa a esferográfica, tapada, na mesa. Observo-a. Mas quando lhe lanço a mão, alguém a alcança primeiro. Observamos a tela onde o retroprojector vai mostrando o ficheiro de compilação de dados económicos. Coloca-se uma questão. Todos pensamos. De repente, tenho uma ideia. E lanço-me na argumentação e defesa da mesma. Enquanto falo, a pessoa, sentada ao meu lado, que detém agora a minha esferográfica, parece interessada. Pensa. E é então que acontece: a minha esferográfica, a mesmíssima com que escrevi belos textos e fiz os meus exames "sehr gut" de alemão, é levada à boca, sendo mordida e lambuzada várias vezes. Grito horrorizada, em silêncio: Não! Mas impotente, não posso fazer nada. Nada!
Resta-me observar aquele triste espectáculo e pronto... continuar com a minha linha de raciocínio. Pelo menos, para ver se não se perde tudo.

Operação Tolerância Zero


Zero doces. Zero gorduras.

Faltam dois meses para o casamento da minha querida Ana. Eu vou ser madrinha. E ainda me faltam perder três quilos.

No mínimo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Amiga X:
Ai pah, tu nem sabes! Ando aí com umas coisas, se tu soubesses... Tenho mesmo de te contar. Eu sei que posso confiar em ti; tu ouves tudo e não abres a boca.
Lovely Rita:
Estás à vontade. Eu não conto a ninguém. Às vezes, tenho é o hábito de ir desabafar para o meu blog...
Amiga X:
(Sem pronunciar uma palavra, fita-me nos olhos, petrificada).
Lovely Rita:
(Tentando manter-se séria... Mas sem sucesso!) BUUUUAAAAH!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Directamente do meu imaginário para a vida real...

Aqui passei eu os últimos dias.... Directamente do meu imaginário para a vida real, senhoras e senhores, a Quinta da Fata, em Nelas.











E a Serra da Estrela. Coberta de neve, com 10ºC negativos e cheia de gente. Linda, como ela mesma!
Não houve "Snowboarding", mas houve "Trenóing". O Snowboard fica para a próxima.


Desta vez foi só uma amostrinha.
Para repetir.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Frase do dia

"O jeito que tu tens para esgrimir a caneta (...)"

Para o (meu) André

PARABÉNS! Parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns!

Eu sempre acreditei em ti, sabes disso!

E também sempre disse que só me casava com um engenheiro! :P

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vantagens de ter o Meo

A magia do Meo é que momentos como este:

podem ser vistos e revistos na televisão vezes e vezes sem fim!
Sem dúvida o grande momento da noite, com o Super-Manzarra também a não desiludir (embora já não tenha ido a tempo de apanhar o Pedro Abrunhosa do chão).
Muito bom!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Adoro este spot publicitário

Adoro este spot publicitário (concebido pela agência Young&Rubicam para a Repsol. Já data de 2008 e por muitos foi apontado como melhor anúncio do ano. (Em Portugal, não chegou a passar.)

Aqui, parte da tradução:

Inventámos a roda, descubrimos o fogo, chegámos à lua, fizemos o pão e o sal. Inventámos os carros, as motos, os zeros e uns, os abraços e o abecedário. Inventámos os barcos, o calor no Inverno, a imprensa, a ciência... e a ficção. Inventámos a internet, a rádio, o telefone, as vacinas e a Novena. (...)
Se fomos capazes de tudo isso, como é possível que não sejamos capazes de proteger o que temos de mais importante?

Vale a pena (re)ver.



Porque os engenheiros químicos também se preocupam com o ambiente...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mulheres desenrascadas

Hoje apetece-me escrever um texto inflamado sobre as mulheres que são como eu, ou seja, mulheres desenrascadas.
Isto porque quando vinha a conduzir para casa, o vidro do lado do pendura, caiu, sem mais nem porquê, razão pela qual vim com os cabelos ao vento, durante todo o trajecto. O que vale é que até é Verão e tudo e está tanto calor que levar com vento frio é mesmo aquilo que apetece!
Estacionei o carro, de vidro (obviamente) aberto, e fiquei sentada uns bons cinco minutos a pensar no próximo passo a dar. É certo que o carro estava na garagem, mas como seria no dia seguinte, quando fosse para o trabalho? Não podia deixar o vidro assim. Ainda não tinha lanchado e tive o discernimento de pensar: "Isto o melhor é ir lanchar e depois pensar no assunto." (Reparem só no estilo calmo e sensato, que nada tem a ver com as histerias normalmente atribuídas a mulheres em pânico).
Lanchei calmamente, mas sempre com o cérebro bastante activo. Quando acabei, fui à casa-de-banho, recolhendo a pinça que normalmente serve para arranjar as sobrancelhas e o alicate de arranjar as mãos. Não, não sou assim tão parva que não me tenha previamente lembrado de um alicate de pontas, mas à falta de melhor, utilizei os utensilios de beleza de que dispunha. É claro que me lembrei também de levar um pano, para que não houvesse contacto directo entre o vidro e a pinça ou o alicate, de modo a não o riscar. E lá fui eu. Com serenidade e grande estilo lá tirei o casaco, pousando-o em cima do banco e acendi a luz do interior do carro, procedendo de imediato à operação de resgate do vidro. Dois minutos depois, o vidro estava na minha mão e pude recolocá-lo no seu sítio - onde ficará até que eu leve o carro à oficina. Tranquei o carro, pus as "ferramentas" no bolso, agarrei no casaco com um dedo e atirei-o para as costas, enquanto abanava o rabo e saía do local da cena repetindo para mim mesma: "missão cumprida". Pena tive de não haver audiência, em especial masculina. (Como eu adoro quando dois ou três velhotes, sem melhor ocupação, ficam à espera que o embate se dê, sempre que vou estacionar em qualquer sítio das redondezas e eu estaciono à primeira, com a maior classe do mundo!).
Portanto aqui está: mais uma para a minha listagem. Eu arranjo o meu carro, eu mudo um pneu se disso houver necessidade, eu arranjo o meu esquentador sózinha, eu monto os meus móveis e sustento uma casa... A única coisa assim de maior que me está a ocorrer que eu não faço é ficar agarrada às partes a choramingar se levar uma bolada em certo sítio, mas isso, que eu me recorde, não é essencial para nada, pois não?
Bom, mas para acabar partilho convosco a minha ideia de que a culpa de muitas vezes os homens não nos verem como iguais é das próprias mulheres: em primeiro lugar, o elemento que tradicionalmente se ocupa da educação (tantas vezes machista) é a mãe e depois há que convir que há para aí muita "dondoca" que nem sequer sabe pôr gasolina no carro sózinha - fazendo jus ao que os ilustres cavalheiros pensam de todas nós. Além disso, argumentos machistas são, regra geral, bem recebidos por outros homens, uma vez que têm o grande poder de assim, de rajada, afastar mais de 50% da concorrência (note-se que há mais mulheres no mundo do que homens) - que, se sabe, é por norma mais letrada, mais organizada, mais empática e visualmente mais atractiva. Espertinhos eles, hein?!
E que se acabe de uma vez com a bandeira da "força física", porque hoje em dia as palavras de ordem são mais "jeito" e "inteligência" do que "força". A Era do Homem das Cavernas ficou lá para trás no Paleolítico!
E assim acabo.
Pensem nisto.