segunda-feira, 8 de março de 2010
E para que conste...
Sobre o Dia da Mulher
Como chamar "estúpido" a alguém de forma elegante
Esta tirada foi minha e equivale assim, mais ou menos, ao já conhecido:
sábado, 6 de março de 2010
E por falar naquele anúncio muito mau...
André: desculpa, mas não resisti mesmo. Está MUITO BOM!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Chegando à fábrica, depois da hora de almoço...
Vinha eu com a minha companhia de almoço e tinhamos de andar uns bons 500 metros até chegar à fábrica. Diz-me tal pessoa:
- Olha lá, o melhor é pedirmos para nos virem buscar de carro, não?
Ao que riposto:
- Tu deves ser como o sódio, não? Reages com a água!
Ao que constata:
- Não, pah. Mas também não tenho uma horta às costas!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Insólitos de mais um dia de trabalho
* Mudança de roupa para equipamento de protecção individual
domingo, 28 de fevereiro de 2010
É só impressão minha ou este anúncio é mesmo muito mau?
Bom, fica no ouvido, embora não seja pelos melhores motivos...
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Era uma linda esferográfica azul
Operação Tolerância Zero
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Directamente do meu imaginário para a vida real...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Para o (meu) André
Eu sempre acreditei em ti, sabes disso!
E também sempre disse que só me casava com um engenheiro! :P
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Vantagens de ter o Meo
podem ser vistos e revistos na televisão vezes e vezes sem fim!
Sem dúvida o grande momento da noite, com o Super-Manzarra também a não desiludir (embora já não tenha ido a tempo de apanhar o Pedro Abrunhosa do chão).
Muito bom!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Adoro este spot publicitário
Aqui, parte da tradução:
Inventámos a roda, descubrimos o fogo, chegámos à lua, fizemos o pão e o sal. Inventámos os carros, as motos, os zeros e uns, os abraços e o abecedário. Inventámos os barcos, o calor no Inverno, a imprensa, a ciência... e a ficção. Inventámos a internet, a rádio, o telefone, as vacinas e a Novena. (...)
Se fomos capazes de tudo isso, como é possível que não sejamos capazes de proteger o que temos de mais importante?
Vale a pena (re)ver.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Mulheres desenrascadas
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Quando eu sou outra vez pequenina

Sobre a utilidade do Facebook
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Impossible is nothing
Conversas parvas que se podem ter perto da 1h da manhã
Eu:
- Vais ver que este rapaz ainda vai ser aproveitado para fazer vozes de desenhos animados.
Ele:
- Só se for de "Pedro Corneta".
Eu, pensativa:
- Ou de "Urso Timóteo"...
Ele:
- "Urso Timóteo???" Bem, esse não sei quem é; o gajo é parecido é com o "Leão do Timotei".
Dois: Risos parvos e muito sono.
sábado, 30 de janeiro de 2010
É hora do lanche e apetece-me...
E não há queijadas como as da "Casa do Preto", acabadinhas de fazer.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Outras coisas engraçadas que podem acontecer
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Desculpas

Quando confrontado com a pergunta: “Mas porque é que não escreves outra vez?”, responde-me tão-somente: “Não tenho tempo”. Contesto-lhe: “Isso não é desculpa. Há sempre tempo, quando há vontade. ” Defende-se: “Oh, não tenho ideias.” Argumento: “Eu vivo em Santiago onde na maior parte dos dias não se passa rigorosamente nada de especial (ou nada de nada) e ainda assim, escrevo.” E é então que me diz: ”Por isso mesmo; como vives em Santiago, tens mais ideias.” Eu: gargalhada sonora. (Desde quando é que o isolamento estimula a criatividade???)
Mas pronto.
A ele só tenho uma coisa a dizer: “grande cabrão” (passando a expressão, claro). Conquistou os leitores como quem come tremoços e bebe uma cerveja – especialmente com um post que não tendo nada de especial, tinha imensa piada. Outros há, como eu, que se esmeram para, numa base quase diária, darem de si o melhor e por fidelizar cada um dos seus leitores, sonhando com o dia em que chegam ao seu blog, consultam as estatísticas e vêem que foram lidos por mais de 100 pessoas (40, vá!). Enquanto ele (e muitos outros “blogueiros”, convenha-se), se dedicam a outra brincadeira, porque a era do blog, já era! Vão-se embora, sem dizer nem ai nem ui, defraudando os leitores e ainda assim, os leitores, fieis, continuam a ir lá todos os dias, religiosamente, à espera de uma migalhinha, um único post, que os faça rir e quebrar a rotina do dia-a-dia.
Estúpidos.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Telemóveis

domingo, 24 de janeiro de 2010
Quando o mundo gira ao contrário
Zézé Camarinha no seu melhor
Para quem já tinha saudades, pois ele aí está, de novo, no seu melhor! Falta só o já lendário "put a crime"!


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Carrossel Emocional
"Mais uma voltinha; mais uma viagem."Esta semana foi assim. Depois de tantas voltas que fiquei tontinha de todo, acabo a semana com um sorriso.
Epah, tou feliz... E a culpa é tua!
(E Tua.)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Um passeio em Lisboa

Verdade seja dita, foi difícil encontrar a Sacoor, que, descobri depois, ficava afinal na Rua do Carmo, mas mais difícil foi descobrir as botas: só havia um par e o meu pezinho de Cinderela (!!!) não cabia lá dentro. Por 60€ achei que merecia poder andar sem ter os dedos dos pés encolhidos e apertados e por isso mesmo, não as trouxe.
Encontrei em Lisboa, a mesma Lisboa de sempre. Uma Lisboa que apenas conheci como Lisboa muito depois de, por razões profissionais, ter vindo viver para longe. (Foi porventura esse mesmo distanciamento que me permitiu assimilar a cidade por inteiro.) A mesma calçada portuguesa, a mesma praça do Rossio, os mesmos pombos a beber na fonte, a mesma luz de fim de tarde nas ruas do Chiado, embora não fosse sequer meio-dia, a mesma carrinha dos fados, a mesma Brasileira cheia de gente; as mesmas gentes: vestidas de mil e uma formas diferentes, arriscando com peças ora arrojadas, ora (muito) fora de moda, ou em combinações impossíveis – mas conservando sempre a luz, a cor, a personalidade. E mendigos, muitos mendigos.
Acabámos por ir almoçar ao MacDonalds do Rossio (que, fiquei a saber, foi classificado como “melhor loja de rua”, o que não deixa de ser engraçado, com tanta loja diferente que existe ali pela zona), que não sendo nada tipicamente lisboeta, é lugar de paragem (quase) obrigatória, ou não fosse esse muitas vezes o local de visita, no trajecto para a faculdade. Quem pagou os almoços fui eu e fiquei contente por, por dois almoços, ter pago a módica quantia de 8€ e qualquer coisa. Senti subitamente uma avareza que não me é típica (“já poupei”!) ao fechar a carteira e ao enfiá-la na mala, com a certeza que mais dinheiro não gastaria por hoje.
Eis senão quando, ao descermos as escadas do primeiro piso em direcção à porta de saída, nos deparamos com uma mulher extremamente magra, com uma boina de pelo e um casaco coçado que descaia pelos ombros, com um olhar onde se denotava simultaneamente desespero e um sentido de urgência. A mulher pediu-me: “Por favor, compre-me dois hamburguers. Ainda não comi nada hoje e tenho um filho.” Quase instantaneamente, abri a carteira, para lhe dar 1€ e então ela continuou: “Não, não. Eles não me deixam estar aqui.” Pedi-lhe para esperar e voltei para a fila. Enquanto esperava que me atendessem, olhava de relance para a porta em vidro e via a mulher do lado de fora, a olhar, através desse mesmo vidro, para dentro do restaurante. Como se a mulher, em vez de gente, fosse um cão, que tem de esperar pelo dono à porta. Eu não sei se acreditei que ela tinha um filho, mas definitivamente acreditei que, àquela hora, a mulher ainda não tinha comido nada e sobretudo acredito que qualquer ser humano, em pleno século XXI, não devia mendigar comida ou passar fome.
Pedi o menu como se fosse para mim. (Se estava disposta a gastar 60€ numas botas, como não estava disposta a gastar 10€ a fazer feliz outra pessoa?) Um hambúrguer, para quem não come desde o dia anterior, não dá, nem para a cova de um dente. Pedi-lhe um menu duplo Cheese, que era aquilo que eu teria gostado de comer, se não estivesse de dieta. Pensei na minha sobrinha e lembrei-me que os miúdos adoram o Happy Meal. Não quis dar uma esmola, àquela mulher. Quis-lhe dar uma prenda. Por isso pedi ao empregado que pusesse tudo dentro de um grande saco opaco e dirigi-me para a porta. Os olhos da mulher levantaram-se do chão e num instante encheram-se de luz e felicidade. E de repente, a mulher chorou. Quando lhe entreguei o saco, tive a certeza que a mulher voltou a ter cinco anos e a ser criança outra vez. “Deus lhe pague”, disse-me, com um sorriso desdentado, enquanto me tocava muito ao de leve no braço, como se eu fosse alguma espécie de ser sobre-humano e tocar-me fosse uma espécie de rebeldia a ela interdita. Não quis inculcar-lhe esse sentimento, mas sei que há pequenos gestos que agradecemos a certas pessoas como agradeceríamos a própria vida e nesses casos, é inevitável o “endeusamento” da pessoa que nos ajudou. Sorri-lhe. Enquanto caminhava, fiquei ainda a ver a mulher, pelo canto do olho, a “desembrulhar” a comida. Sorri para mim.
É claro que o meu gajo achou que ela queria era dinheiro para a droga e que por isso não gastava na comida; “Ela podia era ir trabalhar” ou “se ao menos tivesses comprado a Cais, aí sim, acho que até tinhas feito bem” e blá blá blá. Sinceramente, marimbei-me para o que ele estava para ali a dizer. Sim, talvez fosse verdade. Talvez a mulher se drogasse e bebesse e quem sabe, talvez, até se prostituísse. Não me cabe a mim julgá-la e pessoalmente acredito que nenhum erro que se cometa nesta vida é razão suficiente para despir um ser humano da sua dignidade, ao ponto de mendigar comida. Mas pronto, eu compreendo: quem vive e passa por Lisboa todos os dias, não pode olhar da mesma forma, ver com os mesmos olhos, porque aquele quadro é “o pão-nosso de cada dia”, para essas pessoas. “E o homem é um animal de hábitos”, já dizia alguém.
Assim como assim, aquela mulher também me ajudou. Quantas vezes questiono a utilidade do meu ser, a razão da minha vida. Quantas vezes me senti vazia, perdida de mim. (E não serei porventura a única). Quantas vezes?! Ah!, mas hoje não. Hoje tive a certeza que tinha de estar onde estive, a fazer o que fiz.
E quando voltei a Santiago, trouxe Lisboa no coração.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
American Idol - Talento português
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Não molhar!
Acabei de chegar a casa e dou-me conta de que a humidade relativa dentro das botas deve ser superior aí a uns 95%...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
'Tá frio!
Ainda vou ter de descobrir como é que vou sair daqui...
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O meu novo despertador
Como mencionei num dos posts anteriores, esta encomenda foi recebida por correio, no Dia de Reis. Feliz da vida, fui logo tratar de descobrir como é que o aparelho funcionava e programar o alarme para o dia seguinte. Escolhi, para o meu despertar, o som das ondas do mar… Achei que era relaxante e que ía acordar feliz, como se tivesse adormecido, na praia, debaixo do guarda-sol, numa tarde de Verão. Meus amigos, devo confessar: não me podia ter enganado mais! Às 07h50 toca o meu despertador, pela primeira vez. Só me lembro de ter começado a ouvir um bando de gaivotas a grasnar e um barulho altíssimo de ondas, como que a aproximar-se. O meu cérebro ensonado ficou de tal forma confuso que só me lembro de ter pensado: What the F…? Quando finalmente me apercebi que se tratava do som das ondas do mar dado pelo despertador recém-adquirido, fiquei extremamente mal-disposta e senti-me intrujada: afinal de contas, acordar com o som das ondas do mar para ir para o trabalho, é mesmo gozar com uma pessoa, do género: “Ahah, querias, não querias? Vai mas é trabalhar!”
Carreguei no Snooze, que me possibilitou ficar na ronha durante mais 9 minutos. Às 07h59, novamente as gaivotas a grasnar e o som das ondas a aproximarem-se, como quando a maré está a encher e temos de pegar no guarda-sol e em todos os restantes pertences à pressa e fugir do local para não molhar tudo!
Desta feita, carreguei nos botões todos, para ver se o despertador desligava de vez e fiquei mais cinco minutos deitada, a tentar controlar a minha má disposição matinal, amplificada pelo efeito do despertador SPA…
Mas como é que não me passou pela cabeça há mais tempo que o despertador pudesse ter este efeito em mim?!
Acabaram-se os sons da Natureza, sempre que for para despertar. Despertar bem é às duas da tarde, em férias. Tudo o que seja acordar cedo, ainda para mais sem ser em férias, deve ser anunciado como devido: um beep repetitivo, irritante e estridente, que nos faz ter ganas de bater em tudo e todos, logo de manhãzinha. E ao pé deste beep, qualquer problema que nos surja durante o dia, vai parecer brincadeirinha de crianças!
Quanto aos sons da Natureza (os do rádio-despertador, claro), esses, ficam reservados para quando estiver assim a ler um livro ou a meditar no sofá.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Fim da Quadra Natalícia
De volta ao mundo real: buzinar nas estradas, tentar furar as filas, ficar com os 20 cêntimos que nos deu o senhor do café, porque se enganou e nos deu troco a mais (“abrisse os olhos” ou “por 20 cêntimos não volto lá”). E os que pouco têm, ainda menos terão, porque por alguma estranha razão, as pessoas pensam que os mais desfavorecidos só comem por altura do Natal (ou, na melhor das hipóteses, do Natal e da Páscoa), único momento em que normalmente se lembram de comprar umas coisitas para ajudar o Banco Alimentar. E as famílias voltam a ter mais que fazer do que passar tempo de qualidade em conjunto. Enfim: lá se vai o projecto de “amor e amizade” para o galheiro. É uma pena.
Todos os anos, penso a mesma coisa: passou tão rápido!
Pela frente, uma tarefa penosa: desmanchar a árvore de Natal… É que custa mesmo! Desmanchar a árvore de Natal devia ser um dos serviços, prestados ao domicílio, por exemplo, pela Câmara Municipal… Sei lá!, assim, como aquelas pessoas que vêm entregar as listas telefónicas à nossa porta, podiam também vir desmanchar árvores de Natal. É que uma pessoa não se consegue abstrair da ideia de que o Natal já acabou e que agora, só para o ano. É mesmo o “escarafunchar da ferida”!
Pior que desmanchar a árvore de Natal, só mesmo não a desmanchar e chegar ao Carnaval ainda com a árvore toda enfeitada na sala… Pois, o ano passado aconteceu-me isso! De tanto adiar, a árvore lá foi ficando na sala. Quando finalmente a arrumei, já andavam os putos mascarados!
Pensando bem, além de triste, é também um bocado chato, andar sempre a fazer e desfazer a árvore. Qualquer dia, ponho mesmo em prática a sugestão do Nuno Markl: cubro a árvore com um lençol e só volto a destapá-la no inicio de Dezembro do ano seguinte!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Sobre o (meu) Dia de Reis
Não, não!, estejam descansados, que não tenciono brindar-vos com mais um brilhante momento musical alusivo a esta época festiva (à semelhança do que fiz no post anterior).
Pois é, pois é… Hoje é Dia de Reis. Neste dia não posso deixar de me lembrar que, aqui mesmo ao lado, no país vizinho, nuestros hermanos estão de papo para o ar, a abrir presentes atrás de presentes, disfrutando de um magnífico festivo (em português, feriado). Sempre achei que, se realmente as prendas simbolizam o ouro, incenso e mirra que os Reis Magos ofereceram ao Menino Jesus por ocasião do seu nascimento, então, de facto, deveríamos proceder à abertura das mesmas no dia 6 de Janeiro – dia em que os Reis Magos, orientados pela estrela guia chegam finalmente ao encontro do Menino -, e não no dia 25 de Dezembro, como actualmente se faz aqui por estas bandas. O que implica, obviamente, que também em Portugal, deveríamos ter direito a um feriado neste dia! (Nota: outra ideia boa, era passar os feriados que se comemoram aos fins-de-semana, para a segunda-feira seguinte, também à semelhança do que fazem nuestros hermanos. Mas, como diz um colega meu: “isso são outros quinhentos”!).
No Dia de Reis também me costumo lembrar de, há muitos anos atrás, devia ter aí uns 11 ou 12 anos, ter encontrado por acaso numa livraria à moda antiga (daquelas que têm aquela escadinha que percorre as prateleiras de uma ponta à outra da loja), um livro que tinha procurado incessantemente, embora sem sucesso, até àquele momento: Mulherzinhas, de Louisa May Alcott. Quando o vi, rejubilei de alegria e o meu pai, para grande alegria minha, e ao contrário do que era habitual, comprou-mo. Um único presente, dado no Dia de Reis, que se calhar por ser o único que tive naquele dia, foi especial. Li o livro devagarinho, devagarinho, como quem saboreia o último bombom e posso dizer que foi o único livro que me dei ao trabalho de plastificar, até hoje. A minha prima, que chegou só no Verão, começou a ler as primeiras páginas do livro, enquanto eu lia as do meio e creio que lemos juntas, em voz alta, o final, no sotão do meu avô.
Hoje já não tenho nem 11 nem 12 anos, mas continuo, secretamente (bom secretamente, até que este post seja publicado, claro!), a desejar que “alguém” me faça recordar para a posteridade este Dia de Reis, como recordo aquele em que o meu pai me ofereceu o livro das Mulherzinhas. Afinal de contas, o melhor da vida são as surpresas agradáveis. Pois é! E parece mesmo que fui ouvida: duas encomendas que fiz (a saber, um despertador com sons da natureza, para um acordar mais suave e uma catrefada de roupa que encontrei em saldos), foram-me entregues hoje, pela transportadora. Achei engraçado, porque, tinha havido uma primeira tentativa de entrega das encomendas, que não foi possível devido ao facto de não me encontrar em Santiago do Cacém e posteriormente, uma marcação para reentrega das encomendas, a realizar dia 4 de Janeiro, que acabou por não acontecer. Acabei por receber hoje as minhas encomendas, o que teve uma graça especial.
Parece que os Reis sempre me encontraram neste dia, mesmo perdida que estou, no meio do Alentejo!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Onde pára a Lovely Rita, Meter Maid?
Ora bem, caríssimos leitores: neste momento encontro-me em Lisboa, aproveitando a época de confraternização familiar, mas já em preparativos para uma entrada em grande em 2010!
Aproveito para desejar a todos os meus estimados leitores um fantástico ano de 2010 e muita força para enfrentar as vicissitudes que, quer queiramos, quer não, sempre surgem! Mais informo que uma das minhas resoluções de Ano Novo é... Escrever mais (e porventura, melhor), em particular neste cantinho, que já conquistou a amizade de todos vós!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Aqui, bem pertinho de mim...
Agradecimentos ao Sr. A. Pais, que se arriscou a levar "um tiro nos cornos" (consta que o autor do cartaz se encontrava na horta quando a foto foi tirada!) para nos presentear com este brilhante... momento.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Um azar do caraças
É que é preciso ter um azar do caraças... Com tanta roupa gira para comprar, tanto Cd novo para ouvir, tantas ruas iluminadas por onde passear, tanto filme bom que para aí anda no cinema, pois logo me tinha de calhar esta triste sina de ter de ficar fechada em casa, com umas dores de cabeça do caraças, que nem sequer me permitem ler duas páginas que seja de livro algum e com o nariz a pingar constantemente...
"Alguém" ainda me tentou manter deitada de pijaminha na cama o dia todo... Mas isso é que não! Em casa ainda se aguenta, embora a grande custo; agora deitada na cama o dia inteiro, isso é que já não posso: a gripe ainda me passa do corpo para a alma e isso é que não pode ser.
Acho que vou arrastar-me até ao sofá e esperar que isto alivie um bocado... Se calhar por hoje fico-me por um programinha tipo: acender a lareira (pela primeira vez, por isso "wish me luck") e fazer a árvore de Natal. Sim, que aqui em casa, com gripe ou sem gripe, faça sol ou faça frio, é Natal!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
As minhas galochas

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Eu estive lá...
Já passaram três dias e ainda me doem as pernas de tanto saltar. Suponho que esta seja a realidade de mais 20 000 pessoas que, como eu, saltaram durante 2 horas ao som de Muse.
Ah, mas valeu bem a pena!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Pensamento alentejano
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
25 primaveras num dia de Outono
Telefono para casa dele e dizem-me que ainda não chegou. De fundo, consigo ouvir vozes a cantar, felizes. É a minha sobrinha e a minha cunhada. Noto que o ambiente é de festa. Só ele não está. E eu. Nós dois. Duas cartas fora do baralho, duas meias que estão perdidas e que não "casam" com mais nenhuma, duas almas avulso. Nós dois, faltamos. Ou antes: "faltamo-nos". E contra isso, nada. A distância é uma merda. Ponto final.
E que não me venham com romantismos baratos, afirmando que um telefonema é tão aconchegante, que só a voz daquele lado já basta para nos sentirmos bem, porque um telefone não nos abraça quando precisamos, não nos limpa as lágrimas quando choramos, não nos faz uma canja de galinha quando estamos com gripe, não nos segura na cabeça enquanto vomitamos, nem nos vai buscar uma manta para nos tapar se adormecemos no sofá e faz frio. E também não janta connosco num dia como este.
E neste dia em que era suposto estar aí, mas estou aqui e em que tu ainda nem sequer estás em casa, volto a cravar os meus olhos no nada, no absurdo da realidade e no ridículo de mim, da prenda embrulhada e pousada em cima da mesa, que não te poderei dar, e do meu prato de sopa, servido quase frio - neste dia que é de festa...
Hoje, como em tantos outros dias dos últimos anos, estou sózinha. E que ninguém me diga o contrário.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Telegrama
Over. Escuto.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Adoro o Outono
Eu, que saí da empresa já depois das 19h, ainda andei uns bons metros à chuva, com a capa de plástico onde guardo o meu "encore" do dia de trabalho debaixo do braço, a saltitar por entre os pequenos charcos que começavam a formar-se e a evitar molhar-me a todo o custo, embora sem grande sucesso.
Quando cheguei ao carro, estava encharcada, mas não pude evitar um grande sorriso, juntamente com aquele arrepiozinho de quem acabou de entrar num sítio mais quente e acolhedor. Adoro o Outono!
Ainda fui à Pastelaria Serra, em Santiago do Cacém, onde beberiquei uma bebida quente, enquanto me deliciava, entre o meu livro e a paisagem escura e chuvosa que as grandes vidraças da Pastelaria deixavam adivinhar.
E depois cheguei, aqui à minha casa. Que prazer meter a chave à porta, pousar as coisas, tomar um banho quente e já de pijama sentar-me à frente do meu computador a escrever, ao som da chuva.
É! Eu sou assim! Chamei eu "Provinciano-Saloio" ao meu irmão, mas confesso... Eu também sou um bocadinho!
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Hoje, dia 21 de Setembro,
Lembro-me de ser pequenina, tão pequenina que talvez ainda nem andasse na escola e de o meu avô se rir com a minha frequente observação: “Mas oh vó, a avó já perguntou isso três vezes!”. A avó era mesmo esquecida, tão esquecida que um dia fomos passear de mão dada em Sintra e a avó não conseguiu fazer o caminho de volta. E aí deixou de ser engraçado e o avô percebeu finalmente que alguma coisa não estava bem.
Perda de memória, confusão, desorientação e problemas de expressão oral… Por tudo isto a minha avó passou, até ficar completamente vazia e imóvel, durante quase dez anos.
Poucas vezes regressava. Era uma dádiva se tal acontecia e quando acontecia, nunca era por mais de breves instantes. Mas lembro-me ainda da avó ter o meu irmão mais novo, - então com dois ou três meses -, nos braços e de a ver chorar, de felicidade. E nesse dia, pude ouvir-lhe: “É tão perfeito.” E depois calou-se, e voltou a deixar-nos.
Durante muitos anos os médicos não souberam o que ela tinha. Pensou-se que seria arteriosclerose e tantas outras coisas. Quando finalmente se descobriu que era a Doença de Alzheimer, de que pouco se falava naquela altura, a única certeza que tivemos, é que nada havia a fazer. Foi um processo irreversível.
Hoje, transcorridos quinze anos desde o dia em que a minha avó partiu deste mundo, há 90 mil portugueses que sofrem de Alzheimer, muita informação, muita investigação, mas muito poucos avanços da Medicina neste campo. Há uns tempos li que se tinha provado a relação entre uma dieta rica em gorduras saturadas e hidratos de carbono e o desenvolvimento da Doença de Alzheimer. Aparentemente a Doença de Alzheimer pode também estar relacionada com o isolamento a que foram sujeitos os indivíduos no curso das suas vidas, assim como com a falta de exercício cerebral – que hipoteticamente levaria a esta forma de demência. A verdade é que, a Doença de Alzheimer, uma vez diagnosticada, continua a ser, ainda hoje, uma sentença de um sofrimento prolongado – para o doente e para os familiares que o rodeiam.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Sabes o que é que me apetecia mesmo? Apetecia-me adormecer, agora, durante muito tempo, muitas horas. Podia ser assim, sei lá, durante 36 ou 48 horas... E depois acordava e afinal estava tudo bem, tudo isto já tinha passado. Mas bem de verdade, bem mesmo bem. E eu voltava a ser feliz.
Ele afagou-lhe a cabeça, deu-lhe um beijo na testa e respondeu-lhe então:
Não, tu não queres nada disso. Tu não queres dormir, porque é acordada que vais resolver os teus problemas.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Ao estilo Jon Stewart...
Muito bom! Vamos ver se Portugal está preparado para um estilo de humor assim.
Já fazia falta...
domingo, 13 de setembro de 2009
Vamos ter de pensar melhor nisso, não?!
A ideia de porem junto às casas-de-banho um doseador automático com desinfectante, como forma de prevenção da gripe A, é gira, sim senhor, mostra que se preocupam e tal, mas sejamos sinceros: NÃO FUNCIONA!
Senão vejamos: suponhamos que já andámos que nos fartámos no shopping, fizemos as suas comprinhas, temos dois ou três sacos nas mãos e decidimos que é hora de ir comer. Como pessoas asseadas que somos, vamos à casa-de-banho, para lavar as mãozinhas e não vá o diabo tece-las, passamos também as mãos pelo desinfectante que sai do doseador, aliás, verdade seja dita, muito bem feito, com sensor e tudo, para evitar que o utilizador tenha contacto directo com qualquer superfície potencialmente infectada. Acabando de desinfectar as mãos, vamos ter de voltar a pegar nos sacos que trazíamos, cuja alça – surpresa! – esteve em contacto com as nossas mãos antes de sequer as lavarmos, por isso se qualquer possibilidade de contágio da gripe existisse, pois lá continua. Solução: desinfectar também as alças dos sacos (ok, até aqui tudo bem, embora comece a duvidar que alguém tenha paciência para o fazer, o que torna o acto de desinfecção das mãos, anteriormente descrito, perfeitamente inútil).
Bom, mas agora vamos supor que temos as mãos desinfectadinhas, não tocamos em mais nada e chega a hora de irmos então comer. Pois… Temos de pagar. E como é que pagamos? Com dinheiro – e se assim for o mais certo é haver contacto directo com a pessoa que nos está a atender - ou, com cartão – e nesse caso lá estamos nós a digitar o código na maquineta onde metade dos clientes que frequentam o Centro Comercial já pôs as mãozinhas (que entretanto andaram também sabe-se lá onde!).
Depois há que pegar no tabuleiro para transporte da refeição (tabuleiro esse que foi usado há dez minutos por um cliente que entretanto acabou de comer e o deixou disponível para nós). Ao pousar a comida numa mesa temos ainda que arrastar a cadeira para nos sentarmos e uma vez que se a chamarmos ela não vem sozinha, pois lá teremos nós que usar as mãozinhas novamente.
Quando finalmente vamos comer, ou muito me engano ou a desinfecção que fizemos já foi à vida e já temos as mãos novamente carregadas com milhares de bactérias e, quem sabe, com o vírus da gripe. Resta-nos voltar a andar 500 metros até à casa-de-banho mais próxima e repetir o acto de desinfecção, isto claro, se estivermos acompanhados de alguém que “deite um olho” à nossa refeição e aos nossos sacos enquanto nos ausentamos, o que convenhamos, é, no mínimo pouco prático. Ou então, confiamos na Providência e esperamos que nada de mal nos aconteça.
Enfim, convido-vos a fazer a experiência e a comprovar o que aqui deixo escrito.
Caríssimos senhores: parece que vamos ter de pensar melhor nisso, não? Isto claro, se o objectivo for que a campanha de prevenção surta algum efeito; se for apenas como medida publicitária, assim só para mostrar o compromisso do estabelecimento com a higiene e saúde pública e tal, embora sem qualquer efeito prático, ah, aí o caso muda de figura; se assim for, eu é que peço desculpas por este meu comentário e pela ideia tão parva que tive, de que isto dos doseadores de desinfectante era mesmo para prevenir a gripe A!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
É só impressão minha?
Meus amigos: não se deixem enganar! O bom português é, por norma, desbocado, coscuvilheiro e só está bem quando tem a "língua a badalar". Por isso, se há muito mistério no ar, como se algo de grande estivesse para vir, mas na realidade nada de concreto é revelado, não se deixem ir em cantigas: realmente, não se sabe mesmo de nada.
As simple as that.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Casa vazia... Outra vez
O meu sentimento em relação a isto: ainda bem! Já não era sem tempo!
Finalmente tenho PAZ! Já não tenho um segundo de descanso há pelo menos, pelo menos um mês e meio. Agora mesmo tenho o rabo sentadinho no sofá e sinceramente, dou-me conta de que praticamente me tinha esquecido do confortável que era!
Vou desligar o telefone, fazer um batido de pêssego, que hoje não preciso de fazer jantar (yes!), tomar um banho de imersão e usar os meus mil e um cremes com mil e uma funções distintas. Depois vou pegar num livro e abri-lo na página 65 - onde se encontra o marcador há mais de três semanas. Como música ambiente, hoje vou talvez ficar-me pelo "The Sound of Silence". Ah!, e se me apetecer ver televisão, não vou ter ninguém a tirar-me o comando da mão e a obrigar-me a ver o Dragon Ball ou o Aleixo, não é maninho?!
(Namorado, amigos, família: adoro-vos a todos, não levem a mal este post, voltem sempre a minha casa, estão sempre convidados, mas se possível, aceitem o convite só para o ano que vem! Brincadeirinha: amanhã já vou estar cheia de saudades vossas e a desejar ver-vos novamente o mais depressa possível!)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Os camelos de Mehmet (you wish!)
Hoje vivi uma experiências dessas, depois de aceitar um convite para me conectar a um tal de Mehmet qualquer coisa - que eu não conhecia de lado nenhum. (Aceitei porque pensei que talvez me estivesse a esquecer de alguém, sei lá, já andei por tanto sítio, podia estar a escapar-me alguém).
Ora o nosso amigo Mehmet qualquer coisa dizia-me então que eu era "very beuatiful" (o desgraçado nem escrever direito sabia!). Depois perguntou-me cinquenta vezes se eu era da "Latin Amerika" (What???) e que idade tinha eu. Eu respondi: "For sure, I'm too old for you" (estou convencida que o puto devia ter para aí uns 16 anos se tanto!).
Ele chateou-se e disse-me: "You're very ugly" (ai é, ai é, então toma lá!).
Depois reconsiderou e disse-me novamente: "But seriously, where do you live?".
Bolas, e eu a pensar que tinha arrumado com a conversa!
Bom, mas vai-se a ver e todo o interesse do jovem na minha pessoa está relacionado com a publicação do resultado de um quiz que fiz recentemente, que indicava que eu equivalia a 500 camelos. Sim, que com aquele nome, o tipo não me engana.
Maltinha: muito cuidado com os quizzes do Facebook!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Tirar a barriga de misérias...
Fui ao restaurante comprar a minha sopinha (sim, fui comprar a minha sopa, qual é o problema?!, por 1€ posso ficar descansadinha e deleitar-me no sofá, em vez de estar em frente aos tachos a tarde inteira!) e é o delírio lá por baixo!
Bom, já temos notícia para a próxima semana. Mesmo a calhar, agora que a crise e a gripe A estavam a deixar de vender...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Love Story
Uma andorinha foi atropelada e a sua condição é fatal.

O seu companheiro acode, com amor e compaixão.


Mas percebe que a sua querida companheira jaz morta e que não voltará.

Então chora tristemente a perda do seu amor...

Permanece ao lado do seu corpo, com tristeza.

Achei lindo.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Coisas que me passam pela cabeça...
A única forma de termos paz, é sermos fieis a nós próprios e escolher o que nos faz felizes. Embora, muitas vezes, por efeito do ruído de fundo, seja dificil identificar o que é que nos faz felizes. Felizes a sério, não momentaneamente contentes.
Quando tiver que decidir vou ouvir toda a gente à minha volta. E não vou ouvir ninguém. (Os outros não sabem nada sobre a nossa felicidade.) Depois vou procurar isolar-me e, no silêncio, saberei o que é certo.
Também não vou ter medo de escolher. Porque um dia alguém me disse que uma decisão, qualquer que ela seja, é só uma decisão. E quase sempre, é reversível.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Suspensão da suspensão do contrato de trabalho
Vamos lá embora a comprar que eu preciso de (e quero!) trabalhar!
Estamos entendidos?!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Lição do Antigamente
(Esta lição é uma das minhas preferidas, especialmente por causa do "quem-no", sagazmente utilizado por questões de ritmo, que fazem com que este ditado nos fique na cabeça para sempre, e em particular quando estamos a gastar dinheiro!)
Caríssimos leitores: olhem que o meu avô é que sabe!
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Uma questão de confiança
Às vezes tenho um sexto sentido que me faz acreditar em alguém logo desde o princípio. Confio na minha intuição (normalmente não me engano!) e mergulho de cabeça. Entrego-me à amizade (ou a um projecto de amizade) com verdadeira devoção. Mas isso é só às vezes; por norma, não é assim que acontece.
Com a pessoa de quem falo, não foi assim que se passou. Não nos “gramámos” nem à primeira, nem à segunda, nem à terceira. Mas, por força das circunstâncias, fomos obrigados a conviver e lenta e reciprocamente, fomos desenvolvendo estima um pelo outro, que se transformou em admiração, que finalmente se transformou em amizade. Amizade daquela com “A” grande! (Pelo menos, pensava eu que sim).
Como dois amigos, acabámos por confiar um no outro. Demos um ao outro, um mundo novo: ele deixou-me entrar no dele e eu abri-lhe a porta do meu. Fiquei-lhe grata. Pela confiança que depositou em mim e depois por ter entrado no meu mundo, assim devagarinho para não me assustar, batendo à porta e limpando os pés no tapete da entrada.
Não sou pessoa de guardar rancores. Apesar de ter, como alguns dizem, “memória de elefante” (essa mesma que me permitiu decorar a tabela periódica de uma ponta à outra!), para os males da vida, aqueles que me fazem, sou selectiva e apago-os. Mas hoje quando vi essa pessoa, a quem um dia chamei amigo, senti o estômago revolver-se, como se tivesse comido alguma coisa estragada. Não percebi logo porquê, porque a minha memória selectiva tinha eliminado parte da informação - exactamente aquela parte relativa à origem ou causa do meu mal-estar. Compreendi que não podia escapar, que inevitavelmente iríamos cruzar-nos um com o outro. Pus o meu melhor sorriso, costas direitas, olhar em frente e fui repetindo para mim: “no pasa nada”; está tudo bem, és superior.
A abordagem foi interessante. Se não fosse o meu estômago revolto, a minha voz presa na garganta e a inércia das palavras em se articularem - aquilo a que eu chamo de memória da alma - iria duvidar que algo estivesse errado. Perguntei-me repetidamente: porque é que me sinto assim? Sabia que tinha razões, mas quais? Dei voltas e voltas à cabeça, enquanto caminhava em largas passadas (maior distância percorrida em cada passada, menos tempo até sairmos da situação constrangedora!). E de repente, como um flash, lembrei-me: ah!, pois, é verdade, já não me lembrava, traíste a minha confiança (coisa pequena!).
Impressionante como a coisa mais difícil de construir, é a mais frágil e fácil de destruir. Tão só um momento, que faz com que te tranque a porta do meu mundo, porque me deste uma única, mas incontornável certeza:
Nada mais será como antes.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Querida Filipa:
Lembro-me de, comigo, esperares o comboio da linha de Sintra, em Massamá, às vezes, as duas debaixo do teu guarda-chuva (quando podias estar já em casa!). Lembro-me de quando me senti mal durante e depois do exame de Termodinâmica de Engenharia Química e de que ficaste comigo e me obrigaste a comer um palmier simples (que me ía fazer bem, dizias tu, porque eu estava em fraqueza - apesar de eu ter vomitado tudo a seguir!).
Pela nossa amizade, tivemos medo de ficar juntas nos mesmos grupos de trabalho. (Quantas amizades se perderam em grupos de trabalho no Técnico?!). Mas decidimos arriscar e a verdade é que, na adversidade, a nossa amizade cresceu ainda mais. Sobrevivemos a tudo! Tudo! Juntas fizemos até entregas em casa do professor às 23h58min, quando o prazo terminava no mesmo dia, à meia-noite! Mesmo em situações de stress, divertiamo-nos sempre: o Rui ía a correr enfiar os relatórios debaixo das portas dos gabinetes dos professores dos laboratórios: estava ele no quinto andar da Torre de Química, ainda nós estávamos a sair do metro da Alameda! Mas conseguimos sempre cumprir os prazos, entregar os trabalhos (quase sempre, quase perfeitos). Recebemos elogios e críticas. E ambos dividimos de igual forma. Alegrámo-nos pelas vitórias uma da outra. E se há coisa de que tenho saudades do meu tempo de estudante no Técnico, é de ti. E da nossa amizade. Tenho hoje a certeza de que, sem a tua paciência, companheirismo, alegria e amizade, teria sido infinitamente mais difícil passar aquela etapa da minha vida.
Se tivesse que resumir a tua passagem na minha vida, durante os nossos tempos de estudantes do Técnico, penso que poderia simplesmente dizer: foste uma presença constante, como só os bons amigos sabem ser. Em todos os momentos, bons e maus, para rir ou para chorar, estiveste lá. Até mesmo no jantar em que conheci o meu mais-que-tudo, estavas ao meu lado e juntas pudemos rir daquele jantar!
Ontem, queria ter estado ao teu lado quando acordasses da operação. Mas a vida está organizada desta forma, em que temos de prioritizar tudo, excepto aquilo que é realmente importante. E não consegui! Desculpa.
Deixo-te aqui as minhas palavras, para que as descubras quando saíres do Hospital e já conseguires chegar até ao computador.
Por trás da tua aparência pequenina (não, não estás mais gorda!), eu sei que se esconde uma grande mulher, cheia de vontade, coragem e força; capaz de mudar o mundo! E se não chegares a mudar o mundo, não tenhas pena: fica a saber que pelo menos, mudaste o meu.
Rápidas melhoras.
Saudade, desta tua amiga.
Deixa-me falar-te de amor
Não quero falar deste “amor” novo, feito de “roda-bota-fora”, que nasce podre e é vazio. Não te quero falar do amor para passar tempo, que se joga na Internet; nem daquele que se conhece num bar ou numa discoteca.
Não: deixa-me falar-te de amor como o conheço, da mesma forma lamechas e (hoje) tão fora de moda; a mesma que te ensinaram os teus pais ou os teus avós; como era antigamente, quando passeavam junto ao rio, por vezes de mãos dadas, e coravam ainda, se encontravam alguma cara conhecida.
Deixa-me falar-te do amor que me ensinaste…
O amor que me ensinaste começou por um acaso, porque, por acaso, eu estava sozinha e tu também. O amor que me ensinaste não foi cozinhado nem confeccionado a propósito…
No nosso amor, tu dás-me a mão e eu coro; convidas-me para sair e eu hesito; brincas com os meus caracóis e eu gosto; bebemos chá e ficamos ébrios; passeamos à beira-rio e pode ser que nos beijemos.
No nosso amor, não somos só amantes, mas somos cúmplices. E companheiros. Olhas para mim e lês-me nas entrelinhas. Olho para ti e sei-te de cor. Sorrio e mergulhas nesse sorriso. Abraças-me e absorves-me inteira. Dizes-me “amo-te” e eu acredito.
O amor que me ensinaste é puro, é natural, é biológico, sem corantes nem conservantes.
Mas deixa-me contar-te um segredo: nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa, o nosso amor, ainda encanta!
(Texto da minha autoria, vencedor de Menção Honrosa no Concurso Nacional de Textos de Amor 2008 promovido pelo Museu Nacional da Imprensa).
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
The sweet sound of Coca-cola
Mas hoje não consegui! E como era uma (e eu sabia que seria a única), toca de a abrir bem devagarinho e assim juntinho ao ouvido.
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Diz lá...
Por isso te peço; a ti, que estás no mundo sem ser do mundo; tu, que tantas vezes suspiras, absorto, olhando para um ponto indefinido no horizonte; tu, que tens um coração enorme, maior do que o planeta – diz lá, o que pensas do mundo.
A um amigo.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Obrigada
A todos os que me lêem, que me linkam, que passam a palavra, que cá vêm e que voltam, que trocam ideias deixando comentários, que se identificam, que se riem ou que choram - enfim, a todos aqueles a quem o meu blog não passou ao lado, o meu MUITO OBRIGADA.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Que engraçado!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
De pequenino é que se torce o pepino (palavras de uma irmã babada)
Como irmã babada, mas também na qualidade de espectadora atenta, acredito ser este o caso do meu irmão “caçula”. O puto tinha dois anos e já andava por aí a azucrinar a cabeça aos meus pais, que tinham de almoçar ao som dos “ritmos” que ele ía produzindo, fosse com um talher no vidro de um copo ou de um prato ou fosse simplesmente a bater com as mãos na mesa.
Mais tarde, refinou um pouco mais a coisa e introduziu o compasso dos pés, mas nem por isso as mãos pararam quietinhas: bastava sentar-se dois segundos e lá estava ele, a marcar compassos com os polegares nos joelhos ou em cima da mesa.
Os meus pais e avós chegaram a pensar que ele seria hiperactivo, porque não conseguia parar dois segundos, quietinho, sem se mexer: abanava a cabeça, marcava compassos com as mãos e com os pés e abanava a perna ao ritmo que lhe passava pela cabeça. Se havia pratos, copos e panelas em cima da mesa era um festim, porque logo ele descobria, nos utensílios de cozinha, possibilidades de notas musicais distintas para compor uma melodia mais complexa.
Esta peculiaridade valeu-lhe bastantes repreensões por parte dos meus pais, avós e outros, que se sentiam incomodados pela persistência do rapaz em fazer “barulho”. No entanto, penso que todos concordavam que apesar de ser bastante cansativo, era notório no meu irmão um qualquer talento, pronto a ser revelado.
No ano passado, finalmente, o meu irmão conseguiu convencer os meus pais a financiarem-lhe aulas de bateria. E foi para ele um deleite! A princípio, quando ainda não tinha uma bateria em casa, andava por aí com as baquetas de carbono a fazer de conta que tocava a toda a hora. Mais tarde e 600 euros depois, pode ver o seu desejo de ter uma bateria em casa, realizado. E aí até eu, que sou um tronco para a música, pude constatar que o puto tem um “jeito do caraças” para a coisa. Ele ainda tentou, com bastante calma, dar-me algumas luzes de como aquilo se toca, mas eu sou mesmo uma grande naba e aquilo de um pé marcar um ritmo, o outro marcar um ritmo diferente, uma mão bater num prato e a outra bater noutro, com cadências diferentes, a mim não me entra! Lá está, falta-me o jeito e o talento para a coisa.
Bom, mas foi de tal forma, que o meu irmão foi no fim do ano proposto pelo professor para exame (tanto quanto pude apurar, um exame XPTO que lhe pode conferir uma bolsa de estudos em Londres) e já tem uma banda. Além disso, teve também um convite para tocar num bar, mas recusou. Disse-me ele (em tom de desabafo pessoal e secreto, que eu agora aqui publico, mas não faz mal porque ele e os amigos não frequentam o meu blog) que o guitarrista - cantor que o convidou não estava à altura de tocar com ele… Ora toma lá! Quem sabe, sabe e mais nada!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
10 Lições do Campismo
Ora então, aqui estão elas:
1) Tendas de montagem em dois segundos – como anunciado pela publicidade - podem levar um pouco mais de tempo a montar.
2) Mesmo as tendas de montagem em “dois segundos” necessitam de ser pregadas ao chão. Por isso é aconselhável fazer-se acompanhar de um martelo. Enfim, evita a maçada de ir chatear o campista da tenda ao lado. (Já agora, Sr. Campista da Tenda ao Lado, desculpe lá!).
3) Aquando da montagem da tenda, dever-se-á ter atenção à inclinação do terreno, para evitar situações de subida do sangue à cabeça, porque se dorme com os pés mais elevados que a mesma.
4) Os colchões insufláveis a colocar por baixo dos sacos - cama, devem efectivamente ser enchidos.
5) O elemento feminino deve sempre fazer-se acompanhar de um gel de banho e um champô extra, porque é garantido que o elemento masculino se esquecerá destes produtos.
6) Quando vos perguntarem: “Papel higiénico? Para que é que levas isso?”, não passem cartão e levem a vossa avante; vão precisar dele!
7) O efeito de estufa é mesmo lixado. (Lição retirada ao acordar às 9h00 da manhã, dentro da tenda exposta ao sol desde as 6h00, a suar por todos os poros).
8) Para evitar/minimizar o efeito de estufa, deve-se colocar a tenda junto à sombra de uma árvore (para a próxima já sei!).
9) Homens sem t-shirt a fazer grelhados no carvão, ao ar livre, ficam muito sexys. Ah pois é! Desde a mística criada pelo fumo que os envolve, até à destreza de mãos na viragem das carnes e a confiança demonstrada relativamente à aferição do ponto em que se encontram os bifes (mal-passado, médio, bem-passado), tornam a coisa especial! (Parece que sempre vou adquirir o fogareiro só para ter o prazer de ver o meu homem grelhar carnes!!!)
10) Levar antenas parabólicas para o campismo NÃO É CAMPISMO! Querem conforto fiquem em casa.
Tenho dito.




