quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sobre o (meu) Dia de Reis

Não, não!, estejam descansados, que não tenciono brindar-vos com mais um brilhante momento musical alusivo a esta época festiva (à semelhança do que fiz no post anterior).
Pois é, pois é… Hoje é Dia de Reis. Neste dia não posso deixar de me lembrar que, aqui mesmo ao lado, no país vizinho, nuestros hermanos estão de papo para o ar, a abrir presentes atrás de presentes, disfrutando de um magnífico festivo (em português, feriado). Sempre achei que, se realmente as prendas simbolizam o ouro, incenso e mirra que os Reis Magos ofereceram ao Menino Jesus por ocasião do seu nascimento, então, de facto, deveríamos proceder à abertura das mesmas no dia 6 de Janeiro – dia em que os Reis Magos, orientados pela estrela guia chegam finalmente ao encontro do Menino -, e não no dia 25 de Dezembro, como actualmente se faz aqui por estas bandas. O que implica, obviamente, que também em Portugal, deveríamos ter direito a um feriado neste dia! (Nota: outra ideia boa, era passar os feriados que se comemoram aos fins-de-semana, para a segunda-feira seguinte, também à semelhança do que fazem nuestros hermanos. Mas, como diz um colega meu: “isso são outros quinhentos”!).
No Dia de Reis também me costumo lembrar de, há muitos anos atrás, devia ter aí uns 11 ou 12 anos, ter encontrado por acaso numa livraria à moda antiga (daquelas que têm aquela escadinha que percorre as prateleiras de uma ponta à outra da loja), um livro que tinha procurado incessantemente, embora sem sucesso, até àquele momento: Mulherzinhas, de Louisa May Alcott. Quando o vi, rejubilei de alegria e o meu pai, para grande alegria minha, e ao contrário do que era habitual, comprou-mo. Um único presente, dado no Dia de Reis, que se calhar por ser o único que tive naquele dia, foi especial. Li o livro devagarinho, devagarinho, como quem saboreia o último bombom e posso dizer que foi o único livro que me dei ao trabalho de plastificar, até hoje. A minha prima, que chegou só no Verão, começou a ler as primeiras páginas do livro, enquanto eu lia as do meio e creio que lemos juntas, em voz alta, o final, no sotão do meu avô.
Hoje já não tenho nem 11 nem 12 anos, mas continuo, secretamente (bom secretamente, até que este post seja publicado, claro!), a desejar que “alguém” me faça recordar para a posteridade este Dia de Reis, como recordo aquele em que o meu pai me ofereceu o livro das Mulherzinhas. Afinal de contas, o melhor da vida são as surpresas agradáveis. Pois é! E parece mesmo que fui ouvida: duas encomendas que fiz (a saber, um despertador com sons da natureza, para um acordar mais suave e uma catrefada de roupa que encontrei em saldos), foram-me entregues hoje, pela transportadora. Achei engraçado, porque, tinha havido uma primeira tentativa de entrega das encomendas, que não foi possível devido ao facto de não me encontrar em Santiago do Cacém e posteriormente, uma marcação para reentrega das encomendas, a realizar dia 4 de Janeiro, que acabou por não acontecer. Acabei por receber hoje as minhas encomendas, o que teve uma graça especial.
Parece que os Reis sempre me encontraram neste dia, mesmo perdida que estou, no meio do Alentejo!

2 comentários:

  1. Olá Lovely Rita

    Finalmente resolvi deixar um comentário, digo finalmente porque tenho vindo a acompanhar as suas palavras mas sempre sem deixar rasto da minha presença.
    Confesso que sou um pouco viciado em saltar de blog em blog. É verdade que se vê e lê de tudo, alguns são mesmo uma perca de tempo.
    Como este, ou melhor, como as suas palavras me incentivaram a voltar e voltar, deixo hoje o meu comentário...
    Parabéns pela maneira como expõe as suas experiências e emoções.
    Continue...

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  2. Bom, e por falar em surpresas agradáveis... Agradeço-lhe o seu simpático comentário, que foi ainda melhor presente que o despertador com sons da natureza e que a roupa recebida no Dia de Reis, que descrevo no post! :)
    Espero que as minhas palavras continuem a ser o incentivo para querer voltar sempre ao meu blog!
    Muito obrigada.
    Votos de um Bom Ano!

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